quarta-feira, 6 de novembro de 2019

5 maneiras de trabalhar melhor e não "muito mais"!!!

Não trabalhe "mais e melhor". Siga estas dicas para trabalhar melhor, com mais produtividade!

dicas para trabalhar melhor com mais produtividade



"Trabalhar muito" é um hábito ruim. Às vezes é difícil desconectar-se do trabalho no final do dia ou não pensar em trabalho aos finais de semana. É melhor trabalhar de forma eficaz e fazer com que o tempo no expediente seja suficiente. Veja algumas dicas para "trabalhar menos" e melhor:





1 - Faça mais pausas: respeitando suas necessidades.

Stephen Covey conta em seu livro “Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes” a história de uma competição entre dois lenhadores. O mais velho passou a maior parte do tempo amolando seu machado, enquanto o mais novo golpeava a árvore com toda sua força.

Quando o mais jovem estava na metade do tronco, o lenhador mais experiente começou a cortar sua árvore. Ao final, o mais experiente venceu, pois seu machado trabalhou muito melhor do que o do competidor jovem.

Segundo Covey, a "afiação do machado" simboliza a preservação do bem mais importante que você tem: você mesmo. Isso significa ter um programa equilibrado de autopreservação em 4 esferas da vida: física, socioemocional, mental e espiritual.



Basicamente, nosso cérebro é capaz de se concentrar por apenas 90 minutos e, em seguida, requer pelo menos 20 minutos de descanso.

Algumas pausas ao longo do dia são necessárias para "reiniciar" seus pensamentos.

Outra maneira de implementar pausas no trabalho é trabalhar em pequenos intervalos de tempo. Ajuste um alarme para 25 minutos e, quando o tempo acabar, faça uma pequena pausa.

Se você está em um dia muito corrido e não pode parar - mude para outra tarefa. Se você já fez um treino aeróbico de 7 minutos, vai entender: ao treinar suas pernas, seus braços descansam e vice-versa.

Leia o artigo no qual eu lhe recomendo um aplicativo gratuito para computador que te lembra de fazer pausas regulares.



2 - O cochilo é uma das formas mais eficazes de melhorar o seu trabalho

Estudos mostraram que o sono leva a uma melhor função cognitiva, pensamento criativo e desempenho de memória. Os sonhos nos ajudam a perceber e armazenar melhor as informações, além de facilitar o aprendizado.

Quando algo é visto pela primeira vez, essa informação é "frágil" e facilmente esquecível, especialmente se o cérebro estiver processando muita informação. O sono permite armazenar informações no córtex cerebral. Estudos mostram que os trabalhadores que tiram cochilos apresentam melhores resultados do que aqueles que não dormem. Um sono curto ajuda não só a memorizar as informações necessárias, como também ajuda a evitar stress no trabalho.

Um cochilo é uma boa maneira de restaurar as forças e continuar a trabalhar melhor. Se você não consegue cochilar, faça pelo menos uma pausa.



3 - Passe um tempo ao ar livre

Daniel Goleman, autor de "Foco: a atenção e seu papel fundamental para o sucesso", nos recomenda passar mais tempo na natureza, pois isso ajuda a relaxar a mente e "refrescar" a atenção.

Em seu livro, ele menciona um experimento que mostra como as pessoas relaxadas se sentem ao caminhar no parque, em comparação com aqueles que andam em ruas barulhentas da cidade.

O estudo mostrou que, para passeios pela cidade, você precisa se concentrar na navegação, para que nosso cérebro não possa relaxar. O tempo gasto na natureza ajuda nosso cérebro a descansar "o suficiente" para voltar ao trabalho, e assim conseguir se concentrar nas tarefas.

Além disso, outros estudos mostraram que os alunos têm uma motivação maior para estudar quando estudam ao ar livre, e não na sala de aula.


Leia também: 10 hábitos para começar o dia com mais energia





4 - Mudar de ambiente e trabalhar por etapas

Se você tiver a oportunidade de trabalhar em lugares diferentes, vale a pena mudar o ambiente de tempos em tempos. Existe um método chamado "Workstation Popcorn", no qual a ideia é realizar diferentes tarefas em diferentes locais (Seja em uma outra sala, em uma cafeteria, entre outros).

A "estação de trabalho pipoca" começa com uma lista de tarefas bem definida. Em seguida, divida a lista em, por exemplo, três partes. Por último, defina três lugares para cada parte.

Lembre-se que um elemento importante não é a tarefa em si e a mudança para outro local, mas a realização do objetivo da tarefa.

Mesmo trabalhando em um único local, separe suas tarefas em partes e defina pontos de parada. Isso contribuirá para aumentar as pausas durante o trabalho.



5 - Verificar seus email é a primeira coisa que você precisa fazer pela manhã

Isso pode soar um pouco contraditório sobre dicas para trabalhar melhor. No entanto, isso vai lhe ajudar a ser mais produtivo ao longo do dia.

Especialmente se você trabalha em equipe, é importante verificar seu e-mail antes de começar o dia de trabalho para saber se você está atualizado e acompanhando o ritmo dos seus colegas.

Leia suas mensagens no começo do dia para poder planejar suas ações ou ajustar seus planos. Isso não é necessário para todos, no entanto, se as informação do seu trabalho mudam constantemente, é importante estar sempre a par dos últimos fatos!




FONTE: https://www.amtonline.com.br/2019/06/5-maneiras-trabalhar-melhor.html

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Termos de vendas frequentemente usados - FONTE AGENDOR

[Glossário] Termos de vendas frequentemente usados

Sales Account Executive: do inglês, significa executivo de contas de venda. Esses vendedores recebem uma quantidade pré-determinada de leads para converter em vendas na empresa. Eles são responsáveis por uma quota de vendas baseada na quantidade de MRR dos contratos que fecharem.
Aquisição:  essa é a primeira etapa do funil de vendas que o marketing usa para atrair leads. A aquisição tem a ideia de conquista de novos clientes através do processo de ações conjuntas de marketing e vendas.
BANT: é um método de qualificação de leads para venda. Nesse método, um lead é avaliado em 4 itens:
  • Budget ou orçamento (há orçamento suficiente para o produto?);
  • Autoridade (a pessoa com quem estou falando tem poder de decisão na compra?);
  • Necessidade (o meu produto supre as dores desse lead?);
  • Time ou prazo (dentro de que prazo o cliente pretende implementar o produto/serviço?).
Caso o lead reúna, no mínimo, 3 desses fatores, dentro dos parâmetros estabelecidos pelo time comercial, ele é considerado uma oportunidade válida.
Benchmarking: benchmarking é o processo de comparar produtos, serviços e práticas de gestão de empresas. Essa análise é feita analisando de maneira profunda as melhores práticas de mercado de marcas que são referência em determinado segmento.
Buyer Journey: ou, em português, jornada do cliente. Esse termo é ligado ao processo que um possível comprador passa para efetuar uma compra.
A jornada é um conceito do Marketing Digital e é separada em 3 estágios: consciência, consideração e decisão:
  • Na etapa de consciência, o usuário ainda está se dando conta de que tem algum problema em sua empresa que precisa ser solucionado;
  • Já na de consideração, o usuário já identificou esse problema (desorganização na gestão comercial, por exemplo) e está considerando as opções disponíveis para resolvê-lo;
  • Finalmente, na etapa de decisão, o usuário opta pela solução que acha mais eficaz na resolução desse problema (usando o exemplo anterior, o gestor pode escolher contratar um software de gestão de vendas).
B2B: a sigla, que vem do inglês “business to business” (empresas para empresas), é uma categoria de empresas que têm produtos e serviços voltados para outras empresas.
B2C: também vindo de uma sigla em inglês, companhias B2C ou “business to customers” (empresas para clientes) têm seus serviços voltados diretamente para o consumidor final, sem intermediários.
CAC: Customer Acquisition Cost ou Custo de Aquisição do Cliente. Essa métrica analisa o valor investido pela sua empresa para adquirir cada cliente.
Aqui, consideramos, por exemplo:
  • Gastos com salários dos vendedores;
  • Investimento em campanhas de marketing;
  • Visitas e viagens para negociação;
  • Eventos para captação de clientes;
  • Custo de softwares usados na operação de vendas;
  • Treinamento dos vendedores;
  • Entre outros.
termos-de-vendas
Ciclo de vendas: é o processo em que o time comercial opera desde a captação de clientes até o pós-venda.
Ele é normalmente projetado no tempo de duração entre o primeiro contato e o fechamento do contrato, levando em conta os estágios do funil de vendas que compõem esse ciclo.
Closers: é o vendedor especialista em fechamento de vendas. Normalmente, os leads são passados pelos vendedores hunters (que fazem a parte de prospecção), para que se crie uma urgência de venda e fechamento do contrato.
Cold call / Cold mailing: ou ‘ligação ou e-mail frio’, em português. Essa prática consiste em entrar em contato com um possível lead, sem antes nunca ter conversado com ele. O objetivo é entender melhor o perfil desse lead e começar a qualificá-lo para a venda.
CRM de vendas: ferramenta web que ajuda no gerenciamento do processo de vendas,  bem como no relacionamento entre empresa e cliente. Essa estratégia de negócio tem foco no cliente.
Cross sellingessa estratégia consiste em cruzar informações e necessidades do cliente para vender a ele dois produtos que não são similares ou não estão totalmente relacionados. É uma maneira de aumentar o ticket médio da venda.
É muita usada em lojas com diversos tipos de produtos do mesmo segmento, como uma loja de móveis, por exemplo.
Churn rateé a taxa de cancelamento ou de abandono registrada na sua base de clientes.
Downsell: essa estratégia é usada para manter o interesse de um cliente que ainda não tem condições de adquirir produtos de custo maior.
Para que o negócio não seja perdido, o vendedor oferece produtos/serviços similares que tenham preços mais acessíveis ao cliente.
Farmers: esse vendedor cultiva por mais tempo o relacionamento com o prospect antes de fechar a venda. São indicados para ciclos de vendas mais longos e para manter a base de clientes já existente.
Field sales: ou vendas de campo, vendas externas. É o tipo de venda que ocorre fora do ambiente da empresa, com reuniões presenciais e visitas ao cliente. A venda costuma ser mais consultiva, nesses casos.
Fluxo de cadência: é um sistema que define quantas vezes e com que frequência o vendedor entrará em contato com o prospect, para que ele avance no funil de vendas. Esse contato pode ser via ligação, mensagens, e-mails, etc.
Follow-upÉ o acompanhamento que o vendedor faz com cada negócio no funil de vendas, utilizando o fluxo de cadência, para levar o prospect ao fechamento da venda.
Funil de vendas: O funil de vendas determina por quais etapas o comprador em potencial vai passar desde o momento da prospecção até o pós venda.
Essas etapas passam por prospecção, qualificação do lead, apresentação do produto, consideração (que é o estágio de maior contato entre vendedor e possível comprador, com rotina de follow-ups) e fechamento da venda.
Gatekeepers: ou “guardiões dos portões”, em português. Esses profissionais são responsáveis por filtrar e barrar tentativas de contato com os decisores (gestores, CEOs, etc). Exemplos de gatekeepers são secretários e estagiários.
Hunters: vendedor mais ligado à prospecção. Normalmente, iniciam o contato com o cliente em potencial ou ajudam a empresa a abrir mercado. São mais indicados para ciclos de vendas mais curtos e resultados a curto prazo.
ICP: sigla em inglês para Ideal Customer Profile, ou Perfil de Cliente Ideal. É uma descrição de parâmetros que definem se uma pessoa/empresa é seu “melhor cliente”.
Esses parâmetros podem incluir segmento de atuação do lead, poder aquisitivo, nível de engajamento dele com a sua empresa, ticket médio, entre outros.
Inbound salesé um processo de vendas internas.Trabalha diretamente com o marketing para gerar leads, educá-los, qualificá-los e prepará-los, e guiar o cliente em potencial pelo processo de compra.
Inside Sales: ou vendas Internas. Essa modalidade de venda é um pouco parecida com televendas. Muito usada em empresas B2B, cada vendedor administra sua carteira de clientes.
O contato é feito, na maior parte das vezes, via e-mail ou telefone, já que a equipe comercial não fica fora do ambiente da empresa.
KPIs: Key Performance Indicators, ou Indicadores-Chave de Performance. Como o nome já indica, eles medem a eficácia de ações para atingir um objetivo específico.
Alguns exemplos de KPIs na área comercial são:
  • Novos clientes;
  • Ticket médio;
  • Churn Rate;
  • Vendas feitas.
Lead: leads são oportunidades de negócio para sua empresa. Essas pessoas fornecem dados como nome e contato, em troca de algum conteúdo educativo oferecido pela sua empresa, como e-books, infográficos, whitepapers etc.  
Lead qualificado: a qualificação de lead é feita para ‘separar o joio do trigo’, ou seja, filtrar os leads que tem grande potencial de compra daqueles que estão interessados no seu conteúdo, mas não necessariamente se tornarão clientes.
Essa qualificação ainda separa leads que estão prontos para fechar negócios daqueles que ainda não estão em um momento de adquirir seu produto ou serviço.
Lead Response Time: ou tempo de resposta de lead. Como o nome já diz, essa métrica analisa quanto tempo o time comercial leva para fazer follow-up com um novo contato que entra na base de leads.
Lead Scoring: essa análise é feita pelo time comercial para pontuar (score = pontuação) um lead novo. Essa pontuação se baseia em parâmetros específicos da empresa sobre o que é um lead válido e aumentar a eficácia da segmentação de novos clientes em potencial.
LTV: Lifetime Value, ou Ciclo de Vida do Cliente. É o valor que cada cliente gastou com seus produtos/serviços durante o período em que contratou sua empresa.
O cálculo é feito da seguinte forma: (Valor Médio de uma Venda) X (Média Tempo de Retenção em meses ou anos para um cliente típico) = LTV
MQL: Marketing Qualified Leads, ou Leads Qualificados em Marketing. Esses leads já identificaram que tem um problema a ser resolvido, já consumiram alguns materiais e conteúdo da sua empresa, mas ainda não estão propensos à compra.
MRR: Monthly Recurring Revenue, ou Receita Recorrente Mensal. É a métrica que calcula a previsão de ganho mensal em empresas que operam com assinatura recorrente.
O MRR também é utilizado para calcula o valor da quota que cada membro do time comercial deve vender.
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NPS: Net Promoter Score. Essa métrica avalia o nível de satisfação e lealdade dos clientes com o produto oferecido pela sua empresa. A pontuação divide os clientes em três categorias:
  • Detratores: não estão satisfeitos e não recomendariam seu produtos;
  • Neutros: não são detratores nem promotores, podem ou não recomendar seu produto;
  • Promotores: estão satisfeitos com seu produto e o recomendariam a outros.
Outbound Sales: a operação é contrária a do inbound sales, em que a empresa vai atrás do cliente em potencial para educá-lo a comprar seu produto.
Nesse caso, o comprador procura a empresa para a compra, e o marketing é feito via anúncios na TV e rádio, revistas, telemarketing e e-mail marketing.
Pitch de vendas: um discurso objetivo usado pelo time comercial para apresentar como seu produto pode atender às necessidades do cliente,  capturar sua atenção e levá-lo ao próximo passo do processo de venda.
Prospect: O prospect é um usuário que demonstra interesse em solucionar um problema, entrando em contato com sua equipe, pesquisando seus produtos/serviços e consumindo o conteúdo da sua empresa.
Ramp up: Essa métrica que analisa o tempo que leva para um gestor considerar um vendedor apto para vender e trazer resultados para a empresa.
Rapport: Técnica utilizada para desenvolver uma relação mais próxima ao cliente, baseada em empatia. Com essa relação, o cliente confia mais no vendedor e as chances de venda aumentam.
ROI: Return on Investment, ou Retorno do Investimento. Esse valor calcula o ganho ou perda que uma empresa teve com um investimento em alguma ação (contratação de uma nova ferramenta, por exemplo).
SAL: Sales Accepted Leads ou Leads Aceitos por Vendas. Esses leads já estão no fit ideal para compra, e foram passados do time de marketing para o de vendas. Contudo, ainda é necessário uma sondagem maior para mapear se já estão inclinados a fechar negócio ou não.
Sales Demo: muito usada por empresas SaaS, é a demonstração do produtoou serviço para o cliente. O vendedor mostra as funcionalidades e fluxos que podem ser realizados (em caso de ferramentas web), entre outros.
Sales Ops: Sales Operations ou Operações de Vendas. Como o nome indica, é a operação criada dentro do time comercial para aquisição de clientes e fechamento de negócios.
SaaS: Software as a Service, ou Software como Serviço. Empresas SaaS tem como produto ferramentas web para uso de uma pessoa ou equipe.
Softwares como serviços são sistemas que ficam em nuvem , ou seja, podem ser utilizados de qualquer lugar com acesso à Internet, sem que precisem ser instalados no computador.
A estrutura e atualização desses sistemas, bem como segurança de seus dados, fica por conta da empresa criadora do software.
O Agendor, por exemplo, é um software para aprimoramento de vendas. Outros exemplos de empresas SaaS incluem: Dropbox, Netflix, Google Drive etc.
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Self Service Sales: Nesse tipo de venda, o cliente faz a compra sem intervenção do vendedor. Na maioria dos casos, o produto/serviço tem valor baixo (sem riscos) e o pagamento é feito sem complexidades.
SDRs: Sales Development Representative ou Representante de Desenvolvimento de Vendas. É o profissional que faz a prospecção e qualificação de MQLs (leads qualificados em marketing) para o time de vendas. O SDR também realiza demonstrações do produto/serviço, quando necessário.
Smarketing: é o conjunto de ações alinhadas entre vendas (sales, em inglês) e marketing para aquisição de clientes.
SPIN Sellingessa metodologia de vendas utiliza 4 tipos de perguntas para conhecer as necessidades do cliente em potencial e mostrar o valor do produto/serviço que sua empresa oferece:
  • Situação: para coletar dados da atual situação do cliente;
  • Problema: para encorajar o prospect a identificar que problema está tendo;
  • Implicação: incentiva o cliente a se dar conta do impacto negativo que esse problema está causando;
  • Necessidade: oferecer a solução para a necessidade que ele apresenta.
SQLs: Sales Qualified Leads, ou Leads Qualificados em Vendas. Esses leads são os mais prontos a fecharem contrato ou estão mais propensos à compra. Nessa categoria, estão os melhores leads para conversão.
Ticket médiocomo o nome indica, esse é o valor médio que os clientes gasta com seus produtos e serviços. Ele é calculado dividindo o total das vendas realizadas pelo número de clientes que fecharam negócio
Upsell: nessa estratégia, o vendedor oferece um produto complementar ao que o cliente está comprando. A ideia é oferecer uma “oferta” melhor ao comprador, e aumentar o ticket médio da venda.
Venda complexa: esse tipo de venda, ao contrário das vendas simples (de varejo, em que só há fechamento direto do negócio) envolve mais processos.
Na venda complexa, há mais burocracia e metodologia até o fechamento. O comprador passa por um processo mais longo, com dados e critérios técnicos definidos pelo time comercial. Tem caráter mais consultivo do que comercial.
Venda consultiva: nessa abordagem, o vendedor assume papel de consultor do seu cliente. O atendimento é mais especializado, e focado em necessidades específicas do comprador.
Venda direta: nesta modalidade de venda, os vendedores oferecem produtos e serviços diretamente aos possíveis compradores. Em vendas diretas, não há um estabelecimento comercial fixo.
Venda simples: esse tipo de venda ocorre quando há somente uma fase, a de fechamento de contrato. É a venda típica do varejo.



sexta-feira, 22 de setembro de 2017

O incrível Nirso. O profissional que não pode ser!



Certa vez, na empresa que trabalhava, circulou um e-mail que causou um tremendo alvoroço e um grande mal estar. O texto saiu diretamente da máquina do presidente para todos os diretores, gerentes, vendedores, assistentes e telemarketing. Como o Dr. Antenor, o presidente, raramente passava e-mail e quando o fazia era restrito à diretoria, o conteúdo foi rapidamente disseminado pela empresa - inclusive através da “rádio corredor/rádio peão”, que imediatamente entrou no ar -. Era a história de um vendedor completamente analfabeto, invasor de territórios e sem a menor noção de planejamento, mas que vendia feito um louco. Veja o conteúdo do e-mail:

“O gerente de vendas recebeu o seguinte fax de um de seus vendedores viajantes:
- Seu Gomis, o criente de Belzonti pidiu mais cuatrucenta pessa. Faz favor tomá pruvidensa! Abrasso, Nirso

Meia hora depois, outro fax.

- Seu Gomis, o relatóro de venda vai chegá atrazado prumodi tamo fexando mais umas venda. Temo qui manda treis mil pessa pro criente de Sete Lagoa. Amanhã ta chegano o relatóro. Abrasso, Nirso.

No dia seguinte...

- Seu Gomis, discurpa, eu num cheguei pocauza de qui segui direto pra Beraba i vendi mais deiz mil pessa. Tô indo, indagora pra Brazilia. Abrasso, Nirso.

No outro dia...

- Seu Gomis, Brazilia fechô vinti mil pessa e to indo indagorinha pra Frorianópis, modi vizitá outro criente bão de mais sô, foi o criente di Brasília que indicô e di lá pego o avinhão praí. Abrasso, Nirso “.
E assim foi o mês inteiro... O gerente, muito preocupado com a imagem da empresa, resolveu levar o assunto e os faxes do Nirso para o Presidente da empresa. O Presidente o ouviu atentamente e prometeu providências.

Redigiu, de próprio punho, um recado e mandou afixar no quadro de avisos da empresa.

A partí di ogi, nóis tudo vamo fazê feito o Nirso.
Sí precupá menos em falá bunito e em iscrevê relatóros mirabolantes modi nóis vendê mais.
Acinado: Prizidenti”

O alvoroço e o mal estar que o texto causou foi, principalmente, por ter sido enviado pelo presidente. Afinal, nas entrelinhas, residia um puxão de orelhas em todo departamento de vendas. Obviamente, ninguém teve coragem de repercutir o e-mail com o presidente e, dias depois, ninguém mais tocava no assunto. Mas bastava um vendedor começar a falar bonito, a impostar a voz ou a desculpar-se por uma venda perdida que lá vinha o bordão: - Olha o Nirso!!!

Abrandando o detalhe do puxão de orelhas, que todos levamos, temos nesse texto a oportunidade de uma ampla reflexão sobre o universo das vendas e um grande desafio para as empresas na montagem da equipes.

Nas empresas comprometidas com suas marcas e orientadas para clientes, a força de vendas é selecionada cada vez com mais critério e está constantemente antenada às inovações tecnológicas; boa formação acadêmica e técnica; profundo conhecimento do produto e das necessidades do cliente; boa apresentação pessoal; educação irrepreensível e excelente nível de capacitação para representar o nome da empresa junto aos seus parceiros comerciais. Ou seja: não existe lugar para vendedores com as características do Nirso nessas empresas.

É obvio que empresas querem vendas e os melhores resultados, sempre. Parte do lucro vem daí. Mas, e nós os vendedores? Será que devemos vender a qualquer preço? Qualquer sujeito, com uma boa “prosa” pode fazer parte do nosso time? Será que o vendedor ainda carrega a pecha de falar bonito, escrever bem e gerar resultados pífios? O famoso papo dez.

Presidentes, diretores e gerentes que não foram vendedores, que nunca precisaram desbravar um campo, abrir um território e arrancar uma venda na unha, ainda enxergam no vendedor o enrolão e picareta do passado? Muitos sim. Daí o compromisso, de vendedores sérios e comprometidos, em expurgar do mercado os que mancham a imagem daqueles que constroem, com ética e profissionalismo, um dos maiores patrimônios das empresas: Um bom departamento de vendas.

Cada um de nós, em algum momento da vida, conheceu um Nirso e é bem provável que, pelo Brasil afora, ainda existam muitos vendedores que vendem muito, mas que no longo prazo acabam queimando o produto e a imagem da empresa. Portanto, se algum dia o seu gerente, diretor ou o presidente circular o e.mail do “Incrível Nirso”, não se chateie. Ele só está querendo dizer que o departamento poderia vender mais. Mas duvido que ele tenha coragem de contratar alguém como o Nirso. A menos que ele também seja um, e nesse caso é você que está no lugar errado!
Muito Bom!!!

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